Muita gente inicia a carreira na área de desenvolvimento de softwares pensando que programador é a pessoa que domina uma ou mais linguagens de programação e consegue criar softwares. Se você pensa assim, está completamente enganado.

Um dos motivos que me fizeram escolher estudar engenharia era a possibilidade de mudar a minha visão em relação a como tudo funciona, como as coisas acontecem. Eu percebo que isso aconteceu na minha vida. E esse também é o motivo de eu ser apaixonado por desenvolvimento de softwares. Trabalhar com desenvolvimento de softwares exige que a gente entenda o domínio onde o software vai atuar.

Esse é, na verdade, o grande diferencial das pessoas que estão concorrendo a uma vaga de emprego. As pessoas acham que o mais importante é dominar linguagens e tecnologias, enquanto o principal é saber levar a tecnologia para ajudar no processo de negocio do cliente. Neste contexto, conhecer o negócio é mais importante que conhecer uma linguagem de programação a fundo.

Programar não é só escrever códigos

PROGRAMADOR É MAIS QUE APENAS UM … PROGRAMADOR

Programador não é uma maquina que transforma café em códigos! Aliás, contratar programador de linguagens já estabelecidas no mercado é tão simples quanto contratar uma faxineira. Na Índia se “chutar uma moita” sai um programador PHP, Java ou .Net que trabalha a preço de banana.

Quem deseja seguir carreira como programador deve, antes de tudo, gostar de aprender. Não digo aprender só tecnologia, digo aprender principalmente negócios. Negócios de todo tipo: mineração, logística, marketing, supply chain, aviação civil, processos jurídicos, impostos, comércio etc.

Isso é o mais fascinante nesta profissão. Apos 10, 15 ou 20 anos de trabalho nessa área o profissional provavelmente já atuou em dezenas ou mesmo centenas de tipos de negócios diferentes.

No final das contas o código que escrevemos não tem tanto valor para o cliente quando o papel que o software desempenha em um negócio. Não digo que o código não tem valor, muito pelo contrário, o código que você produz pode também gerar prejuízo para o cliente caso a manutenção seja muito difícil. Por isso, a qualidade do código deve ser uma de suas maiores preocupações.

Além do mais, você não quer que o programador que vai dar manutenção no seu código saia xingando sua mãe por aí, né?

VOCÊ DEVE FALAR A LINGUAGEM DO CLIENTE!

Se você já trabalha com programação vai entender a situação: Quantas vezes você já pensou que seria bem mais fácil se o seu cliente soubesse interpretar um modelo de dados ou uma arquitetura cliente/servidor? Não seria mais simples conversar numa linguagem mais técnica? Acredite, os nossos clientes pensam da mesma forma quando têm que nos explicar alguma coisa sobre o negócio deles. Pensam: “Como seria melhor se esses programadores entendessem o que eu quero dizer sem que eu precisasse explicar de uma forma tão burra!”

É o cliente que paga o seu salário! É sua obrigação aprender a linguagem dele, não ele a sua.

Claro que é importante aprender coisas técnicas, mas também é muito importante aprender o domínio. Isso serve também para avaliar em que área você vai investir. Da mesma forma que você escolhe uma linguagem de programação pra aprender, paralelamente você também deve escolher uma área de negócio para estudar e investir seu tempo. Pense nisso.

 

Fonte: http://www.dicasdeprogramacao.com.br/